A comemoração carioca do Dia do Orgulho Gay, cuja data é 28 de junho, aconteceu durante a tarde de ontem, na orla de Copacabana, na zona sul. ‘‘A marcha pela cidadania plena de gays e lésbicas’’ começou com uma hora de atraso, às 15 horas e, segundo estimativa dos organizadores, contou com cerca de cinco mil pessoas. O ponto de partida foi o quiosque Rainbow, em frente ao Hotel Copacabana Palace, conhecido na cidade como um ponto de encontro dos homossexuais. A passeata terminou, já no início da noite no final da praia de Copacabana, no Posto 6.
Três carros de som, tocando músicas como ‘‘I will survive’’, considerada um hino gay, animaram a caminhada. Fiscais do Tribunal Regional Eleitoral vetaram a saída de um quarto carro de som porque ele tinha uma legenda do PMDB , o que configurava propaganda eleitoral. Presidente do grupo Arco-Íris, Claudio Nascimento disse que organizar este tipo de movimento na cidade é importante para ‘‘acabar com com a visão exótica que as pessoas têm dos homossexuais’’.
Autor da lei 3406/00, que será regulamentada este mês, o deputado Carlos Minc (PT-RJ) compareceu à passeata distribuindo folhetos com explicações sobre o texto da lei, que prevê punição para os estabelecimentos, empresas e entidades públicas que discriminarem os homossexuais.
O festejo contou também com a presença do pastor Nehemias Marien, da Bethesda - Igreja Presbiteriana Unida, que deu sua bênção aos que estavam presentes e à bandeira do movimento Arco-Íris, que tem 124 metros de comprimento e dez metros de largura, com águas do Rio Jordão. ‘‘A Igreja tem que descer do falso andor e assumir a forma humana’’, disse o pastor. ‘‘O homossexualismo não é doença, não é um caso patológico; gays e lésbicas são criações de Deus’’, concluiu.

mockup