Passeata cobra solução para morte de estudante
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segunda-feira, 02 de novembro de 1998
Vânia Moreira 
A família do estudante Alisson Vieira de Souza, nove anos, encontrado morto quinta-feira em Umuarama, fez uma pesseata ontem de manhã cobrando a elucidação do crime. Os manifestantes, liderados pela mãe do garoto, a diarista Eliane Vieira, 31 anos, saíram da Praça Santos Dumont e foram até a delegacia.
A passeata começou às 8 horas com apenas a mãe e alguns parentes de Alisson. No caminho, dezenas de pessoas aderiram à manifestação. Cerca de 150 pessoas se reuniram em frente à Delegacia de Polícia, que estava fechada, e deixaram faixas e cartazes pedindo justiça na entrada do prédio.
Alisson estava desaparecido desde o dia 19. O corpo dele, enterrado num bosque de eucaliptos, a cerca de três quilômetros da cidade, foi encontrado quinta-feira à tarde, depois de uma denúncia anônima.
O menino foi morto com uma pancada na cabeça. Devido ao estado de decomposição do corpo não foi possível apurar se houve violência sexual. O estudante de ciências da computação, Claudemir Rocha Rodrigues, 23 anos, está preso e é apontado como o principal suspeito do crime. Segundo informações prestadas à polícia, Rodrigues mantinha com Alisson uma amizade considerada estranha. Levava o garoto à escola, às aulas de judô, dava presentes e saía sempre com ele.
Segundo a polícia, no dia em que o menino desapareceu, Rodrigues teria apanhado o garoto na escola de manhã e deixado perto de casa. Uma testemunha alega ter visto os dois e outros garotos tomando banho de rio à tarde perto do bosque onde o corpo de Alisson foi enterrado. O estudante nega qualquer envolvimento no crime.
A morte de Alisson chocou Umuarama. A mãe, Eliane Vieira, cobra mais agilidade nas investigações por parte da polícia. Existem muitas contradições e mentiras que precisam ser esclarecidas. A morte do meu filho não pode ficar impune, disse.
Em Saltinho do Oeste, distrito de Alto Piquiri (42 quilômetros a sudoeste de Umuarama), a polícia prendeu Roberto Carlos de Lima, 23 anos, acusado de ter matado a mãe, Maria Aparecida de Lima, 48 anos, com 19 facadas. O crime aconteceu sábado na cozinha da casa dele. Roberto Carlos e a mãe discutiram porque ele não queria comer o que ela estava preparando para o almoço. Ele pegou a faca e a atacou. Segundo a família, o rapaz tem problemas mentais.


