O último exemplar da ararinha azul do planeta em liberdade desapareceu há quatro meses na Bahia sem deixar nenhum traço de seu paradeiro. A representante do Comitê de Preservação de Aves – da espécie Cyanopsitta spixii – Yara de Melo Barros, disse que ‘‘uma equipe de quatro técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) continuava tentando localizar o pássaro no sertão, na zona semi-árida de Curaça’’, a 600 quilômetros ao Norte de Salvador.
Há um mês, 15 técnicos do Ibama foram enviados à região para encontrar a pequena ‘‘ararinha azul’’. ‘‘Eles ainda não perderam as esperanças de encontrar o pássaro, com a ajuda dos moradores da região’’, declarou Yara.
Segundo ela, ‘‘nesta época do ano os pássaros fazem seus ninhos, tornam-se mais temerosos e, portanto, mais difíceis de serem localizados’’.
‘‘É importante encontrar o pássaro porque é o único que nos fornece informação sobre a vida selvagem desta espécie. Estas informações são fundamentais para o projeto de reintroduzir na natureza outros Spixii criados em cativeiro’’, explicou.
A representante do Comitê afirmou que existem hoje 66 aves desta espécie no mundo, todas em cativeiro, e seis delas no Brasil.
Para o próximo anos o Comitê planeja libertar no sertão de Curaça cinco fêmeas procedentes das Filipinas para cruzar com o pequeno pássaro baiano, que tem 20 anos, e que até agora só havia cruzado com uma ave da espécie ‘‘Maracan㒒, sem deixar descendência.

mockup