Pássaro mais raro do mundo desaparece sem deixar vestígios
PUBLICAÇÃO
domingo, 31 de dezembro de 2000
France Presse Do Rio 
O último exemplar da ararinha azul do planeta em liberdade desapareceu há quatro meses na Bahia sem deixar nenhum traço de seu paradeiro. A representante do Comitê de Preservação de Aves da espécie Cyanopsitta spixii Yara de Melo Barros, disse que uma equipe de quatro técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) continuava tentando localizar o pássaro no sertão, na zona semi-árida de Curaça, a 600 quilômetros ao Norte de Salvador.
Há um mês, 15 técnicos do Ibama foram enviados à região para encontrar a pequena ararinha azul. Eles ainda não perderam as esperanças de encontrar o pássaro, com a ajuda dos moradores da região, declarou Yara.
Segundo ela, nesta época do ano os pássaros fazem seus ninhos, tornam-se mais temerosos e, portanto, mais difíceis de serem localizados.
É importante encontrar o pássaro porque é o único que nos fornece informação sobre a vida selvagem desta espécie. Estas informações são fundamentais para o projeto de reintroduzir na natureza outros Spixii criados em cativeiro, explicou.
A representante do Comitê afirmou que existem hoje 66 aves desta espécie no mundo, todas em cativeiro, e seis delas no Brasil.
Para o próximo anos o Comitê planeja libertar no sertão de Curaça cinco fêmeas procedentes das Filipinas para cruzar com o pequeno pássaro baiano, que tem 20 anos, e que até agora só havia cruzado com uma ave da espécie Maracanã, sem deixar descendência.


