Brasília, 25 (AE) - As passagens dos ônibus interestaduais serão reajustadas até o final da próxima semana. Um assessor do ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, confirmou que até a próxima sexta-feira (02) será autorizado o aumento nos preços das tarifas, de acordo com os contratos de concessão que prevêem revisões anuais nos preços. A Associação Brasileira dos Transportadores Interestaduais (Abrati) reivindica um reajuste de 17%. O Ministério dos Transportes terá ainda que submeter o pedido de aumento à Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda.
Segundo a assessoria de imprensa dos Transportes, haverá uma reunião na próxima terça-feira entre técnicos dos dois ministérios para discutir o assunto. Depois da aprovação da Seae
caberá ao Ministério dos Transportes determinar o porcentual do aumento, que poderá ser menor que 17%. Em julho do ano passado, as empresas pediram um reajuste de cerca de 10%, mas o governo só autorizou no máximo 5,11%. A Abrati reúne as 145 maiores empresas do setor. Ao todo, o transporte rodoviário de passageiros tem 2,2 mil linhas que movimentam 160 milhões de pessoas por ano. A expectativa dos empresários é que o reajuste seja anunciado no dia 2 de julho.
"É preciso manter o equilíbrio econômico-financeiro do setor", afirmou hoje o diretor-executivo da Abrati, Carlos átila, ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Desde o dia 16 de junho o pedido de aumento tramita no Ministério dos Transportes, acompanhado de uma detalhada planilha de custos. "Fizemos uma análise objetiva do aumento de custos nos últimos 12 meses", disse átila.
Os cinco reajustes nos preços dos combustíveis desde dezembro passado são o principal motivo apontado para reivindicação de revisão de tarifas para as empresas de ônibus. Só os quatro reajustes ocorridos este ano somam 48% de aumento no preço dos derivados de petróleo. Além de ter impacto no óleo diesel, mudanças nos valores dos derivados afetam os óleos lubrificantes e até os pneus.

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