Passagens aéreas sobem apenas em junho13/Mar, 20:29 Por Simone Cavalcanti Brasília, 13 (AE) - O Ministério da Fazenda não deverá conceder autorização para o reajuste do preço das passagens aéreas antes de junho. Duas das quatro principais companhias de aviação do País, TAM e Transbrasil, já apresentaram as planilhas de custo acompanhadas do pedido de aumento ao Departamento de Aviação Civil (DAC), responsável pela primeira análise do pedido. Na média, as quatro empresas, isoladamente, defendem um aumento que pode chegar a 20%. No caso da TAM, o reajuste pedido é de 16,3%. Um dos motivos para a pressa em obter a autorização de repasse de custos para as tarifas é a situação financeira das quatro companhias que, segundo empresários do setor, foi agravada com a desvalorização do real no ano passado. A maioria dos custos, como manutenção dos aviões , é cotada em dólar. "As empresas aéreas já estão voando no vermelho; contamos com a sensibilidade do governo para conceder logo a autorização do reajuste", reclamou uma fonte do setor. De acordo com a legislação em vigor, os reajustes só podem ser concedidos uma vez por ano, na data de vencimento dos contratos de concessão que, neste caso, acontece em junho. Por conta disso, o secretário de Acompanhamento Econômico, Cláudio Considera, avisou que não adianta apresentar as planilhas de custo agora em março ao Ministério da Fazenda porque "os pedidos não serão avaliados antes da data prevista". Dados da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda mostram que o querosene de aviação para os vôos internacionais já acumula alta de 188,24% desde janeiro do ano passado. Cálculos do DAC mostram que a última elevação do querosene de aviação de 23% e autorizada pelo governo no dia 1.º de março teria impacto de 2,8% no preço das passagens, caso as companhias pudessem fazer o repasse. As companhias também alegam que ainda existe uma defasagem no preço das tarifas que o governo não conseguiu repor com o reajuste de 10,9% autorizado em junho do ano passado. Em 99, as companhias pleitearam elevação de preços das tarifas de até 25%. Mas as análises, tanto do DAC quanto do Ministério da Fazenda não demonstraram que esse percentual de aumento era necessário. "Neste ano, o governo precisará pagar uma espécie de resíduo para compensar o reajuste inferior que foi concedido no ano passado", afirmou o integrante de uma das companhias. Custos - Levantamento elaborado pelo Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (SNEA) indica que, em média, o aumento necessário para compensar as perdas das empresas nos últimos 12 meses é de 14,01%. Estão inclusos nos cálculos do Sindicato os reajustes salariais concedidos aos funcionários por causa do dissídio de cada categoria, os efeitos com a desvalorização do real e os aumentos do querosene de aviação. A elevação da alíquota da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) de 2% para 3% que, de acordo com os técnicos do SNEA, não foi considerada no ano passado e será um dos itens das planilhas de custo este ano.

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