Marcos Zanatta
De Maringá
A adoção do passe do transporte coletivo personalizado pela Prefeitura de Maringá garantiu uma economia de R$ 1,9 milhão nos últimos dois anos. Pelo menos 2,2 milhões de passes deixaram de ser distribuídos.
O vale-transporte personalizado, segundo o secretário de Administração, Advanir Alves Ferreira, acabou com uma ‘‘prática nociva’’ aos cofres públicos, que era a comercialização dos passes.
Personalizados, apenas os servidores que realmente necessitam do transporte solicitam o benefício. ‘‘A economia representa uma folha de pagamento a cada três anos’’, comemora Ferreira.
O passe personalizado tem estampado o nome do usuário – que deve apresentar a carteirinha – as linhas e horários que podem ser utilizados.
O servidor beneficiado tem que embarcar nos ônibus previstos no trajeto entre a moradia e o local de trabalho, nos horários de entrada e saída do serviço.
‘‘O que acontecia antes é que os passes eram trocados por mercadorias ou até revendidos a cobradores e terceiros’’, lembra Ferreira.
Com a personalização, o comércio paralelo acabou e a administração conseguiu uma economia ‘‘significativa’’.
A economia na distribuição do vale-transporte está sendo revertida em benefícios aos servidores.
‘‘Conseguimos implantar o Plano de Carreira, Cargos e Salários, e a distribuição de marmitas com alimentação balanceada para os setores de serviços pesados’’, destaca.
Para chegar aos resultados Ferreira explica que foi preciso conscientizar o servidor. Hoje além do passe, a prefeitura conseguiu reduzir os gastos com água, energia, telefone, fotocopiadoras e até cafezinho. ‘‘Não basta impor ao funcionário, é preciso também conscientizar que o gasto desnecessário prejudica todos’’, afirma.

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