Passageiros passaram por detectores
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quarta-feira, 16 de agosto de 2000
De Foz do Iguaçu 
A superintendência da Infraero em Foz do Iguaçu garantiu que nenhum dos 66 passageiros passou pelos equipamentos usados na fiscalização das bagagens portando armas de fogo. Na noite de ontem, o superintendente em Foz do Iguaçu, Sérgio Luis Canês, não quis falar com a imprensa. Ele informou apenas que Brasília poderia responder sobre o caso. Em nota divulgada pela assessoria, a Infraero relata apenas que todos passaram pelos detectores de metal e pórtico de raio X, os quais estavam funcionando perfeitamente.
Uma das possibilidades levantadas pelos policiais federais que estavam investigando o caso ontem à noite seria o envolvimento de funcionários da Vasp ou do próprio aeroporto. Além dos passageiros e tripulantes, somente pessoas que trabalham no setor de limpeza, manutenção e alimentação teriam acesso ao interior do avião.
Policiais federais não descartavam a hipótese de haver ligação entre a quadrilha que assaltou, na noite de anteontem, um carro contendo 71 malotes com milhares de cheques e documentos bancários de várias agências da cidade. Pelo menos 15 pessoas bloquearam a rodovia que dava acesso ao Aeroporto Internacional de Foz, renderam cinco funcionários de uma empresa de segurança que transportava os malotes (veja texto abaixo).
Segundo o gerente da empresa, os documentos são reunidos no Banco do Brasil de Foz, que os encaminha para Curitiba. Ele disse ainda que o carro (uma Saveiro sem blindagem) nunca transporta dinheiro.
O delegado David Passerino, que está acompanhando o caso, disse que pode haver ligação entre a quadrilha e um assalto milionário ocorrido no interior do Paraguai há cerca de três semanas. Segundo os seguranças, um dos bandidos falava espanhol. Já fizemos contato com a Polícia Nacional do Paraguai, que está investigando o caso baseado nas informações que passamos, informou. (E.D.)


