Silencioso, climatizado e mais rápido que os convencionais. A reportagem da Folha testou a linha 705 do Superbus, que traz passageiros do Terminal Acapulco (Zona Sul) ao Centro, para verificar as qualidades do novo carro, e confirmou que a viagem – por volta das 8h30 – é bastante agradável. Passageiros à bordo do carro também elogiaram as boas condições, mas alertaram que problemas como poucos horários fora do rush e longa espera no Terminal até o embarque persistem.
A empregada doméstica Maria de Fátima de Souza Castro mora no bairro Nova Esperança e trabalha no Centro, onde chega diariamente às 9 horas. "Tenho que sair de casa às 8h10 e esperar um pouco no Terminal. Em termos de conforto o Superbus é muito bom, mas deveria estar disponível em mais horários", pede ela, que considera o transporte coletivo de Londrina, em geral, "um pouco precário". "Grande parte dos ônibus é bem ruim e anda sempre lotado", diz.
Esta também é a queixa da porteira Vanda Ferreira da Silva, que elogia o Superbus mas reivindica melhorias no sistema como um todo. "O tempo de espera nos terminais precisa melhorar. Eu mesma fico quase meia hora esperando", comenta ela, que tem carro mas ainda acha o transporte coletivo mais vantajoso para chegar no Centro. "O gasto com combustível e estacionamento não é compensador", avalia.
Utilizando o superbus pela primeira vez, o técnico em ar condicionado Jobert Teixeira Lopes gostou da experiência mas garantiu que pretende voltar a usar carro assim que o dele sair do mecânico. "Não tenho interesse em usar ônibus, pois já acostumei com o carro, que é mais rápido", revela. Ele considera complicado estacionar em algumas regiões da cidade, mas não pensa em abrir mão do veículo. "Quando não encontro lugar, acabo usando estacionamento particular", conta. (C.A.)

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