Passageiros criticam segurança
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de agosto de 2000
Alexandre Sanches e Maranúbia Barbosa De Londrina 
No aeroporto de Londrina, onde centenas de passageiros embarcam e desembarcam todos os dias, a vistoria é praticamente nula. Sem passar por detector de metal ou qualquer tipo de revista, os passageiros embarcam sem maiores problemas. O advogado Fernando Silva, residente em Curitiba, acha que qualquer passageiro poderia passar com uma arma na cintura ou na bagagem.Sempre utilizo o aeroporto de Londrina e nunca fui revistado, afirmou.
A fisioterapeuta Helena Gomes também considera falha a segurança no aeroporto local. Ela conta que, apesar de viajar pouco, nunca teve que passar por uma revista.
As vítimas Por outro lado, a maioria dos passageiros e os tripulantes do vôo 280 da Vasp, sequestrado e assaltado na tarde de quarta-feira, embarcou ontem de manhã para São Paulo, após pernoitar em Londrina. Somente um pequeno grupo de pessoas que mora em Curitiba, embarcou na mesma noite do assalto. O Boeing 737/200 seguiu viagem, no mesmo dia, rumo a Recife, onde voltaria às atividades normais.
O embarque dos passageiros aconteceu no vôo 595 da Rio-Sul, às 8h15. Houve um atraso de 20 minutos até que todos os passageiros e tripulantes fossem acomodados. O avião, um Boeing 737-500, com capacidade para 118 passageiros, partiu praticamente lotado.
No Hotel Aeropark, que fica a 300 metros do aeroporto, permaneceram somente três passageiros um chinês e um casal de espanhóis , que embarcaram no vôo das 16 horas. O comerciante chinês Chen Yenpu, 32 anos, que mora em Buenos Aires (Argentina), viajava para Belém (PA). Minha casa já foi assaltada na Argentina. Mas em pleno vôo foi a primeira vez, brincou. Ele disse que passou bem a noite e, mesmo sem conhecer a cidade, preferia ficar no hotel esperando pelo próximo vôo.
No Hotel Crystal, de propriedade da vice-cônsul da Itália em Londrina, Maria Grazia Veronesi, ficou hospedado um grupo de 26 italianos. A vice-cônsul foi informada pelo consulado em Curitiba, que por sua vez foi contactado pela Embaixada da Itália no Brasil, que havia um grupo de italianos no vôo da Vasp. Chegamos no aeroporto e os italianos estavam totalmente perdidos. Não havia ninguém que falasse inglês e eles estavam com fome e sem orientação sobre o que fazer, reclamou Maria Grazia.


