Londrina - Um vôo da TAM que saiu de São Paulo e seguia para Campo Grande com escala em Londrina registrou um tumulto a bordo quando se preparava para pousar no Aeroporto de Londrina, por volta das 10h30 de ontem. O incidente teria sido provocado por causa de um ''palm-top'' pertencente a um advogado que desembarcou na cidade. A Polícia Federal foi acionada, ouviu os envolvidos mas não instaurou nenhum procedimento.
De acordo com o delegado da PF, Joel Moreira Ciccotti, o advogado (que não teve a identidade divulgada) viajava com um telefone celular e um ''palm-top'' ligados. A tripulação teria solicitado à ele que desligasse os aparelhos porque a aeronave iria iniciar o procedimento de aterrissagem em Londrina. O dono dos aparelhos teria desligado o celular mas deixado o outro aparelho na função ''off'', ''porque se tratava só de um jogo eletrônico''.
O fato foi comunicado ao comandante da aeronave, outros passageiros se exaltaram com o advogado e houve um princípio de tumulto a bordo. O comandante, então, comunicou o fato à torre do aeroporto e pediu o acionamento da Polícia Federal.
O problema só foi resolvido em solo. ''A situação já tinha sido resolvida mas o comandante achou por bem registrar a ocorrência na Polícia Federal'', comentou o delegado. Ciccotti apontou que o advogado alegou que a funcionária teria exigido que ele desligasse o aparelho em pleno vôo, o que não seria necessário. ''Não ficou configurada a prática de nenhum crime. O que notamos é que todos, passageiros e tripulação, estão com os ânimos muito exaltados em razão da crise vivida pela aviação civil brasileira'', observou o delegado.
O superintendente da Infraero em Londrina, Carlos Aroldo Novak, esclareceu que o desligamento de aparelhos eletrônicos integra a legislação internacional sobre segurança de vôo e que se aplica também ao Brasil. Por causa da confusão, o vôo sofreu um pequeno atraso. O fato foi comunicado também à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

mockup