Agência Folha
  São Paulo - O gari Roberto Carlos da Silva, 34 anos, que ameaçou uma aeromoça no vôo 1733 da Gol, na noite de quarta-feira no Rio, disse que pretendia seqüestrar o avião, segundo informações da Polícia Federal. Silva, morador de Belo Horizonte – local de decolagem do Boeing 737 –, tentou agredir a funcionária da empresa com uma garrafa de Gatorade. O passageiro quebrou a garrafa e tentou atingir a vítima com pedaços do vidro.
  Segundo a Polícia Federal, durante o tumulto, por volta das 20h, Silva gritou, ‘‘em tom ameaçador’, que queria seqüestrar a aeronave. Seu objetivo seria chamar a atenção porque ele estaria sofrendo ameaças de policiais civis. O passageiro foi contido por outros passageiros e funcionários da empresa. A aeromoça não se feriu. O avião pousou no aeroporto Santos Dumont às 20h18.
  O comandante da aeronave acionou o serviço de emergência da Infraero, que solicitou ajuda da Polícia Federal. Silva foi levado até o setor médico do aeroporto. Segundo a Infraero, o médico Roberto Simões avaliou o passageiro e disse que ele sofre de problemas neuropsicóticos.
  Silva foi autuado em flagrante. Segundo a PF, ele responderá pelo crime de seqüestro e cárcere privado e, se condenado, poderá pegar de 2 a 8 anos de prisão. O gari foi levado ao presídio Ary Franco.

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