Os primeiros imigrantes chegaram ao Brasil em 1930, época em que estabeleceram-se na região de Ibirama, interior de Santa Catarina. Antes de virem para o Brasil, esses imigrantes alemães passaram pela antiga Rússia, no século XVIII, de onde fugiram assim que o regime comunista tomou conta do País. Depois de uma temporada em Santa Catarina, um grupo de imigrantes veio para o Paraná e fundou, em 1951, a Colônia Witmarsum.
Com um financiamento conseguido junto aos menonistas da América do Norte, o grupo comprou a Fazenda Cancela, no município de Palmeira. No início ocuparam a fazenda 70 famílias com cerca de 300 pessoas. O presidente da Cooperativa, Sieghard Epp, lembra que os witmarsunenses iniciaram a nova colonização com bastante sacrifício. O consulado e o governo alemão tiveram contribuição importante no desenvolvimento da colônia.
A filosofia e os princípios menonistas que acompanharam os imigrantes alemães na Rússia foram trazidos para o Brasil e são preservados até hoje através da Igreja Menonita da localidade.
Witmarsum é o nome de uma pequena cidade de Frísia, norte da Holanda, onde nasceu ‘‘Meno Simons’’, líder espiritual dos menonitas. O nome foi escolhido primeiramente para a colônia formada pelos menonitas em Santa Catarina, em 1930. Apesar de ter sido abandonado pelos menonitas há mais de 40 anos, o lugar ainda é conhecido por Witmarsum.
A nova colônia no Paraná acabou recebendo o mesmo nome. ‘‘Witmar’’ é um nome Frísio que significa ‘‘o famoso das florestas’’. ‘‘Sum’’ é um sufixo que significa pomar ou chacará. ‘‘Witmarsum’’ seria, portanto, a ‘‘Chacará do Witmar’’, a ‘‘Chacará do famoso das florestas’’.

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