Pascoal recusa comida da Casa de Prisão Especial
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terça-feira, 25 de janeiro de 2000
Por Edmilson Ferreira (especial para a AE) 
Rio Branco, 25 (AE) - O ex-deputado Hildebrando Pascoal (sem partido-AC) está recusando a comida fornecida na Casa de Prisão Especial de Rio Branco, a Papudinha, para onde foi transferido no fim da semana passada. "Ele tem úlcera gástrica e não pode comer a mesma comida dos outros presos", afirma o advogado de Pascoal, Oscar Luchesi, negando que o cliente esteja em greve de fome para voltar ao Quartel de Comando Geral da Polícia Militar, onde estava detido.
Luchesi quer que a Justiça Federal libere a família para preparar a comida e que Pascoal seja removido novamente para o Comando Geral.
Segundo a família, a transferência para a Papudinha deixou o parlamentar cassado deprimido e abatido, o que dificulta ainda mais a alimentação.
Pascoal não deixou o Comando Geral na semana passada porque o juiz Pedro Francisco da Silva analisava requerimento de Luchesi para ele permanecer recolhido no quartel até que todos os processos fossem julgados. Em despacho de sete laudas, Silva negou o pedido.
Ali, Pascoal tinha tratamento vip, com visitas franqueadas e a obediência dos militares a um oficial superior (ele é coronel reformado). "Na Casa de Prisão Especial, não há hierarquia", disse o delegado federal Marcos Cotrin, diretor da Papudinha, rechaçando chamar Pascoal de "coronel Hildebrando".


