Páscoa é momento de renovação e SP deve exigir fim da corrupção, diz arcebispo
São Paulo, 21 (AE) - A Páscoa representa uma oportunidade de renovação para o Brasil e para a cidade de São Paulo, disse hoje o arcebispo de São Paulo, d. Cláudio Hummes "A Páscoa traz uma nova força, até para São Paulo", declarou. "É uma oportunidade para que a sociedade e o poder público invistam mais em benefício de quem não tem onde se agarrar. É preciso reorganizar a economia. A cidade de São Paulo deve exigir que o poder público seja exercido com dignidade e sem corrupção."
A declaração foi feita a jornalistas no fim da missa da Sexta-Feira da Paixão, celebrada hoje na Catedral Metropolitana de São Paulo, em cerimônia acompanhada por cerca de mil fiéis. Durante a missa, d. Cláudio falou sobre a morte de Jesus Cristo como um "fato" que simboliza a superação da morte pela vida.
No Santuário do Terço Bizantino, na zona sul, 15 mil pessoas acompanharam a procissão do Cristo Morto, sob a liderança do padre Marcelo Rossi e do bispo de Santo Amaro, d. Fernando Figueiredo. Mesmo não lotando o santuário, e às vezes sem entender a liturgia diferente das missas diárias, os fiéis cantaram e seguiram as coreografias criadas por Rossi com o entusiasmo de sempre.
Seguindo de perto a imagem do Cristo e cantando com fervor, Lindnalva da Silva Lins, de 57 anos, disse estar ali por uma bênção especial. "Deus, leve minha diabete embora", pedia. Ela acredita que a Semana Santa é o momento de reunir "todos os irmãos para dar glória ao Senhor".
Bahia - A Igreja Católica quebrou a tradição e permitiu a participação de mulheres na Procissão do Fogaréu, que reúne centenas de fiéis, levando tochas, em peregrinação pelas ruas do município baiano de Feira de Santana.
Em Juazeiro, no norte do Estado, fiéis encapuzados flagelaram-se como penitência, açoitando as costas com lâminas amarradas nas pontas de chicotes.





