Partidos pedem ajuda de ACM em ação contra Estevão
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segunda-feira, 10 de abril de 2000
Por Rosa Costa 
Brasília, 11 (AE) - Representantes de 11 partidos pediram hoje o empenho do presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), para levar adiante o processo pela cassação do mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF) no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. Eles entregaram ao senador um documento que inclui a iniciativa num movimento em defesa de Brasília. De acordo com o deputado distrital Wasny de Roure (PT-DF), há a preocupação de defender Brasília de políticos "que desonram a vontade popular e praticam a desmedida corrupção e que concorrem para degradação e desorganização da vida na cidade".
"Estamos preocupados com o andamento do processo no Conselho de Ética", informou o deputado. Segundo ele, ACM disse que não haverá obstáculos no andamento da representação contra Estevão. O parlamentar é acusado por sete partidos de oposição de ter tentado prejudicar as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário no Senado sobre o desvio de R$ 169 milhões dos R$ 263 milhões repassados às obras do Fórum trabalhista de São Paulo. A CPI constatou que ele recebeu US$ 24 milhões do dinheiro repassado pelo Tesouro às empreiteiras do grupo Monteiro de Barros, responsável pelas obras.
A preocupação de representantes do PT, PDT, PSB, PL, PV, PPS, PCB, PC do B, PMN, PHS e PSTU é justificada pela demora no encaminhamento dos fatos no Conselho de Ética. Apesar do empenho do relator Jefferson Péres (PDT-AM), não há previsão de quando será o julgamento de Estevão. Há cerca de um mês, Péres pediu ao presidente Conselho de Ética, Ramez Tebet (PMDB-MS), que submetesse a outros peritos os documentos tidos como verdadeiros pelos profissionais consultados por Estevão. Esta semana, Tebet escolheu um dos mais renomados peritos, Antonio Carlos Villanova
que ajudou a chamada CPI do PC a desmontar a chamada Operação Uruguai. Mas, pela idade avançada e por estar fora do mercado, Villanova deve recusar a missão. Passaram-se quase cinco meses da entrega de representação a ACM, sem que, até agora, tenha sido demonstrada a intenção de parte dos parlamentares de levar a questão adiante.


