Partido pró-colonos ameaça abandonar governo de Barak
Jerusalém, 08 (AE-AP) - Um parceiro-chave da coalizão do primeiro- ministro israelense, Ehud Barak, ameaçou abandonar hoje (08) o governo por causa da inesperada decisão do dirigente de reduzir o ritmo da ampliação de colônias judaicas em territórios árabes ocupados - a qual, por sua vez, foi considerada pelos palestinos como insuficiente para a retomada das negociações sobre o status final da Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental.
A Autoridade Palestina (AP) informou que, na reunião de amanhã com negociadores israelenses, aceitará discutir apenas a paralisação total da colonização. "A oferta de Barak não significa o congelamento de todas as atividades - novas e em andamento - de colonização", disse Nabil Abu Rdainah, assessor do presidente da AP, Yasser Arafat.
Na terça-feira, Barak afirmou que seu governo já aprovou a construção de 1800 apartamentos em assentamentos judaicos na Cisjordânia, mas acrescentou que "não há sentido em iniciar algo que não será concluído antes do fim das negociações" com os palestinos - o que foi interpretado como o congelamento desses projetos.
Seu porta-voz, Gadi Baltiansky, reforçou essa idéia: "Não haverá nenhuma atividade no terreno. Nenhum buldôzer trabalhará no terreno. Não há sentido em embaraçar ou provocar os palestinos."
Hoje, porém, a mensagem do governo era de que as obras já aprovadas prosseguirão, mas não serão autorizadas novas construções antes que sejam concluídas as negociações com a AP.
Já a agremiação judaica pró-colonos Partido Nacional Religioso (PNR) exigiu que Barak volte atrás. "Se, como foi noticiado esta manhã, estamos falando de um congelamento quase total, não poderemos continuar em tal governo", afirmou um deputado do partido, Shaul Yahalom. à Rádio Israel.
A polêmica acabou dominando grande parte da visita da secretária de Estado americana, Madeleine Albright, a Israel e aos territórios da Autoridade Palestina (AP).





