Partido do presidente sul-coreano não consegue maioria no parlamento
Seul, 13 (AE-AP) - O partido governista do presidente sul-coreano Kim Dae-jung não conseguiu a maioria dos assentos nas eleições parlamentares desta quinta-feira (13), apesar das expectativas de que o planejamento de uma cúpula com a rival Coréia do Norte lhe rendesse votos.
Em vez disso, o panorama político da Coréia do Sul ficou tão fraturado quanto antes do pleito: um partido de oposição formou o maior bloco do parlamento, obrigando o Partido Democrático do Milênio (MDP), de Kim, a buscar novamente por parceiros de coalizão.
Com quase 100% dos votos apurados, o Grande Partido Nacional (GNP) obteve 133 cadeiras, quatro a menos da maioria absoluta do Parlamento, constituído por 273 assentos - 227 são eleitos por voto direto e 46 vagas são preenchidas de acordo com a representação proporcional de cada partido. O MDP conseguiu 115 cadeiras. Ambos os partidos obtiveram ganhos nas eleições.
A conservadora União Liberal Democrata (ULD), que participava da aliança governista, sofreu uma humilhante derrota, elegendo apenas 17 deputados - metade do que possuía antes.
Três cadeiras foram obtidas por pequenos partidos e cinco por independentes.
A vitória da oposição derrubou as pesquisas de boca-de-urna divulgadas pela tevê estatal indicando uma liderança do partido do presidente Kim. De acordo com as pesquisas, o MDP deveria obter entre 119 e 138 cadeiras e o GNP, entre 104 e 126.
O presidente do GNP, Lee Hoi-chang, chegou à sede de seu partido sorridente, depois de saber os resultados. "Isto é um forte voto de confiança do público em nosso partido para exercermos a função de investigar os abusos de poder do arrogante governo Kim Dae-jung", declarou.
Lee foi derrotado por Kim nas eleições presidenciais de 1997 por uma estreita margem de votos. O mandato de Kim termina em 2003.





