Santiago, 20 (AE-ANSA) - A aliança governista de centro-esquerda expressou compreensão com a decisão do Partido Comunista de "tolerar" que seus seguidores votem no candidato presidencial da situação, o socialista Ricardo Lagos, apesar de formalmente ter aprovado a abstenção ou o voto nulo.
A deputada socialista Fanny Pollarollo (ex-PC) considerou que a decisão comunista é uma "atitude bastante compreensível, que demonstra o convencimento dos partidários do PC de não votar em Joaquin Lavin", o candidato direitista no segundo turno, "mas, sim, em Lagos".
Depois de um acalorado debate no fim de semana no órgão consultivo nacional que apoiou a comunista Gladys Marín, que obteve no primeiro turno de 12 de dezembro apenas 3,1% dos votos, venceu a posição dura defendida pela ex-candidata, de não apoiar Lagos.
No segundo turno de 16 de janeiro, os partidários do PC foram convidados a se abster ou votar nulo ou em branco.
Entretanto, um grupo minoritário, embabeçado por dirigente históricos como Volodia Teitelboim e Jorge Insunza, conseguiu incluir no sexto ponto da declaração que "compreende-se se seus seguidores optem por Lagos numa tentativa de frear o candidato da direita".

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