Partícula minúscula
ajuda a desvendar
origem do Universo
O cenário é um túnel de 27 quilômetros de circunferência, que passa por baixo de aldeias e do casario típico dos montes Jura, na fronteira franco-suíça. Dentro do gigantesco túnel, brota um caos de partículas infinitesimais disparadas em todas as direções, que se entrechocam para reproduzir as condições do espaço sideral logo após o Big-Bang - a explosão de um pequeno aglomerado de matéria, ocorrida há 15 bilhões de anos, e cujos estilhaços acabaram formando as galáxias, as estrelas e os planetas. A descoberta de uma minúscula partícula - a Z-zero - é que ajuda os cientistas a desvendar as origens do Universo.
Toda essa simulação da construção do Universo foi feita no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), na Suíça, por uma equipe de pesquisadores comandada pelo Prêmio Nobel de Física, Carlo Rubbia. ‘‘Estudar as partículas produzidas em nossos aceleradores é como voltar no tempo e encontrar os tijolos primitivos usados na construção do Universo’’, define Rubbia.
De acordo com as pesquisas dos físicos do Cern, as partículas exerceram uma função importante logo depois do Big-Bang. ‘‘À medida que o Universo esfriava, essas partículas se desintegravam espontaneamente, dando origem às diversas formas de vida e matéria hoje existentes’’, explica Rubbia. (AE)

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