Rolândia - Há sete anos os irmãos Unbehaun já haviam vendido metade da Chácara Rolândia - cerca de 20 mil metros quadrados - que foram adquiridos por uma imobiliária. O terreno foi loteado. Carlitos Unbehaun conta que a venda serviu para sanar dívidas.
Desde que colocaram o restante da chácara à venda, os irmãos receberam algumas ofertas. ''Mas participar de rolo eu não vou. Meu sonho e nosso objetivo é que a chácara se torne patrimônio municipal, mas caso não seja possível eu vou ter que vender. Nós estamos envelhecendo, principalmente o Arthur, que está com 81 anos, e queremos resolver isso enquanto todos ainda estão vivos'', comenta.
Uma saída, possivelmente menos danosa, de acordo com o presidente do Conselho Municipal de Turismo, Jaime Freiberger, seria a transformação do local num hotel turístico. ''A gente chega a ficar revoltado, por querer preservar as coisas, mas isso não ser possível. A criação de um hotel que mantivesse e conservasse parte da estrutura amenizaria a situação'', diz.
Freiberger lembra que na venda da primeira metade da chácara, o Conselho ''chegou a buscar meios com o poder municipal para adquirir o local e preservá-lo, mas não foi possível'', recorda.
Carlitos recebeu recentemente uma oferta de uma imobiliária para construção de um hotel. ''Me entregaram a planta, mas ainda esperamos um retorno do município, que disse que está buscando uma verba estadual.'' Os irmãos pedem R$ 1,8 milhão pela chácara de aproximadamente 20 mil metros quadrados. ''É um valor baixo, pela localização e toda a riqueza que há aqui. Nós vamos dividir para os três irmãos, até porque só recebemos atualmente a aposentadoria de um salário.''
A prefeitura informou por meio da assessoria que tem grande interesse em adquirir o lugar e transformá-lo num parque ecológico, mas não tem recurso em caixa para comprá-lo. E por conta disso está buscando verbas estaduais e federais.
No início do ano outro símbolo histórico da cidade, o Hotel Rolândia, uma das primeiras construções do município em 1934 foi vendido. A prefeitura adquiriu a estrutura em madeira por R$ 33 mil. Uma empresa foi contratada para desmontar o hotel e construí-lo novamente ao lado da antiga Estação Ferroviária, onde será instalado o centro cultural da cidade.
Conforme a assessoria, o desmonte já foi realizado e até o final de agosto a montagem do hotel deve ser iniciada. O custo do trabalho é de R$ 58 mil.(D.B.)

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