e as semelhantes à Light, em consolidação acionária prós-privatização", disse Calabi. Ele usou o exemplo da distribuidora de energia fluminense para justificar uma venda de participação em bloco. Em fevereiro ou março o banco deverá passar à iniciativa privada a parcela que a BNDESPar, empresa de participações do BNDES detém na empresa. Calabi disse que ainda não está definido o modelo de venda de Furnas. Segundo o ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, que participou hoje da inauguração da central termoelétrica da CSN ao lado de Calabi, a privatização da geradora acontecerá ainda no primeiro semestre de 2000. Adiada há mais de um ano, a venda de Furnas esbarra em questões como a dívida do fundo de pensão da estatal, o Real Grandeza, e o questionamento judicial da parte nuclear da empresa. Segundo Tourinho, a venda deverá ser feita por um sistema misto, com pulverização de parte das ações e venda em bloco para um sócio estratégico que atuará como operador. O presidente do BNDES adiantou que o banco dará preferência à venda pulverizada de ações com trajetória estável de valorização. "Há uma volatilidade de preços muito grande em várias empresas dos setores petroquímico, mineração, siderurgia, papel e celulose, telefonia e energia elétrica", comentou. Fase - Segundo Calabi, a partir do ano 2000 o processo de privatização passará por uma nova fase, que é a das concessões para áreas de saneamento, infraestrutura retroportuária, estradas, navegação de cabotagem, completação de serviços de telefonia e telecomunicações. "O que teremos de novo e marcante são os novos investimentos na concessão de serviços públicos, organizando um sistema que permita a entrada do capital privado em apoio aos serviços públicos", afirmou. Neste caso, o BNDES atuará financiando projetos que serão apoiados pelos recebíveis do próprio serviço de concessão.Por Irany Tereza Volta Redonda (RJ), 22 (AE) - O modelo de pulverização de venda de ações, que passará a ser adotado pelo governo no programa de privatização, não servirá para todas as ofertas de venda de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O presidente do banco, Andrea Calabi, informou hoje que este sistema será descartado nas empresas que apresentarem uma oscilação muito grande no preço das ações e nas que estiverem ainda em processo de definição acionária. "Temos dois grupos de empresas: as que têm o controle acionário relativamente consolidado, como a Vale do Rio Doce e a Petrobras

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