Para combater a dengue em Londrina são gastos, mensalmente, pelo menos R$ 300 mil, somando os recursos da União e do município. ‘‘Do Estado, não foi possível obter os valores, mas fica bastante aquém e não chega a 10% do que o município gasta’’, diz o secretário municipal de Saúde, Silvio Luis Fernandes.
O governo federal contribui com R$ 154 mil (recursos do Teto) e mais R$ 96 mil para pagar os salários do 80 servidores da Fundação Nacional de Saúde (FNS), a prefeitura arca com outros R$ 40 mil, consumidos com mão-de-obra e outros custos indiretos necessários para combater a doença.
De acordo com Silvio Fernandes, até outubro de 2000, quando o combate às doenças endêmicas ainda não estava municipalizado, Londrina recebia praticamente o mesmo montante do governo federal, através do Programa de Erradicação do Aedes (PEA).
Até sexta-feira, a Secretaria confirmou 10 casos de dengue e outros 75 casos suspeitos. Desses, 7 são autóctones (doentes contraíram a doença em Londrina) e três foram importados de outros Estados. Os bairros mais atingidos pela infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, são os jardins Alvorada e Leonor (zona oeste) e o Conjunto Vivi Xavier (zona norte).
Segundo Fernandes, as equipes da Secretaria haviam recolhido 120 mil quilos de entulho e vasilhames diversos. O município também conta com campanha de conscientização da população de combate ao mosquito transmissor da dengue. (L.A.)

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