São Paulo, 07 (AE) - A migração das empresas, até agora, não resultou em alterações significativas na participação das regiões no Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Há dez anos, o Sudeste respondia por 58,7% do PIB, parcela que praticamente se manteve em 1998.
As regiões Sul e Centro-Oeste tiveram pequena elevação, passando de 15,7% para 16% e de 6,3% para 6,75%. No Norte e Nordeste houve queda na representatividade do PIB: de 5,1% para 5% e de 14,3% para 13,32%, respectivamente. "Muito se tem falado da difusão do emprego industrial fora das regiões Sul e Sudeste, mas isso não é verdade", diz o economista Márcio Pochmann. Segundo seu estudo, não houve alterações suficientes para provocar melhoras regionais.
A participação do Norte no emprego formal passou de 3 56% para 3,79% na última década e de 15,53% para 15,91% na região Nordeste. O Centro-Oeste teve desempenho melhor, crescendo de 5,85% para 6,35%. No Sudeste houve queda de 57,82% para 56,95%; e no Sul, de 17,24% para 17%.

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