Rio - O corregedor do sistema penitenciário, Silas Magalhães, disse que está buscando detectar ''possíveis falhas'' em Bangu 3 que tenham facilitado a morte de Marcinho. Ele investiga se houve participação ou omissão por parte dos agentes. Dos 17 de Bangu 3, sete faltaram na segunda-feira. O corregedor quer saber se eles deixaram de trabalhar por motivos justos ou para tornar mais fácil a ação dos assassinos de Marcinho.
Silas Magalhães disse que ouviu Márcio Nepomuceno e que ele relatou que havia advertido Marcinho VP sobre os riscos que suas declarações contidas no livro de Caco Barcellos poderiam lhe trazer. Ele disse, no entanto, que nunca o ameaçou. Depois da morte de Marcinho, três presos da Casa de Custódia Jorge Santana, em Bangu, pediram para ficar numa cela isolada, chamada de ''seguro'', porque teriam sofrido ameaças. Eles disseram que souberam através de visitas que haveria mortes no presídio.
O comércio no bairro do Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio, ficou fechado ontem o dia todo por ordem de traficantes do Morro do Amor. Eles impuseram luto por causa da morte do traficante Gustavo José Rodrigues, de 25 anos, baleado em confronto com PMs na terça-feira.

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