Rio, 11 (AE) - Vinte pessoas ficaram feridas, três delas gravemente, com o desabamento de parte da marquise externa do setor de desembarque da estação das barcas de Niterói (Grande Rio), no início da tarde de hoje. Uma das vigas de madeira de sustentação do telhado se rompeu porque estava apodrecida e toda a estrutura, pesando cerca de 120 quilos, caiu sobre os que passavam e uma banca de revistas situada sob a marquise. Hoje, a prefeitura de Niterói e a empresa Barcas, que explora o serviço, transferiram uma para outra a responsabilidade pelo acidente.
A queda aconteceu às 12h50, cerca de 20 minutos após a barca Santa Rosa ter aportado. Segundo o comandante do 3º Grupamento de Bombeiros de Niterói, tenente-coronel Alfredo Guimarães, "a sorte foi não ter acontecido imediatamente após a chegada de uma barca ou nos horários de pique, no início e no fim do dia". Segundo ele, o número de vítimas teria sido muito maior. Uma ambulância dos bombeiros levou 16 feridos ao Hospital Universitário Antônio Pedro, em Niterói, e outros quatro foram levados em carros particulares. Os bombeiros começaram hoje a vistoriar a marquise para saber se havia risco de novos desabamentos, mas, até a noite, não havia uma conclusão. O consórcio Barcas informou que a manutenção da marquise é responsabilidade da prefeitura e que, desde a instalação do Jumbo Cat, empresa que explora o serviço de catamarãs (barcos rápidos que também fazem o trajeto Rio-Niterói), a parte da marquise situada em frente dos guichês foi retirada. "Isso deixou a madeira de sustentação exposta ao tempo, o que causou o apodrecimento", explicou o engenheiro responsável pela manutenção, Plínio Amaral.
O prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, disse que
desde 1996, quando assumiu o cargo, vem propondo uma reforma do local. "O estado daquela estação é um desrespeito aos passageiros", disse Silveira. Ele contou que o arquiteto Oscar Niemeyer fez um projeto para a nova estação e garantiu ter conseguido um parceiro com o objetivo de dividir os gastos da obra com a Barcas, mas a empresa ainda está avaliando a viabilidade. "Eles estão adiando uma reforma que já deveria ter sido feita há muito tempo, já que a estação foi construída em 1960, como provisória, e continua provisória até hoje", concluiu Silveira.

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