Parte da cúpula do PCC é transferida
O governo transferiu ontem 200 presidiários da Penitenciária do Estado, incluindo parte da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). O critério para a remoção, de acordo com Armando Tambelli Júnior, da Pastoral Carcerária, teria sido o de controlar um enfrentamento entre grupos rivais.
Desde quarta-feira da semana passada, 460 detentos já foram transferidos de presídios que tiveram problemas em sua estrutura. Os presos da Penitenciária do Estado, incluindo os do PCC, acabaram transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP), da Vila Independência, na zona sul de São Paulo, esvaziado unicamente para esse fim. Anteontem, o preso L.R.Z., que também pertence ao partido e foi o responsável pelos últimos manifestos do grupo, já tinha sido levado para o Centro de Observação Criminológica (COC), sob alegação de estar jurado de morte.
No dia 18, o PCC promoveu a maior rebelião da história do País, que terminou com 20 mortos e envolveu 29 unidades prisionais, 27 mil presos e 10 mil reféns. Um de seus líderes, o Gulu, que assumiu o comando do partido em companhia de outro preso, após a transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, para o Rio Grande do Sul, também foi removido hoje do presídio no Carandiru.
Para o governo, está-se avançando no combate às facções. A Penitenciária do Estado, que era um problema, deixou de ser, acredita o diretor da Coordenadoria dos Estabelecimentos Penitenciários do Estado de São Paulo (Coesp), Sérgio Ricardo Salvador. Só se mudou o problema de lugar, rebate o presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional, Nilson de Oliveira. (A.E.)





