Patrimônio natural e histórico de Vila Velha, em Ponta Grossa, é uma das atrações mais famosas do Estado
Patrimônio natural e histórico de Vila Velha, em Ponta Grossa, é uma das atrações mais famosas do Estado | Foto: Kleyton Kamogawa/Shutterstock.com



Em período de férias de verão, uma possibilidade de descanso está na visitação de parques, opção para quem não quer ficar em casa nem passar os dias em shoppings. Contato com a natureza traz benefícios para a saúde física e mental. "Uma doença já diagnosticada por especialistas é o déficit de natureza. Justamente pela falta desse contato, dessa reconexão, de andar descalço, de você entrar em contato com a natureza direto. Principalmente para crianças, isso é importante", lembrou a coordenadora de áreas protegidas da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Marion Silva.

Silva explica que quem busca essa reconexão pode procurar os parques e as áreas protegidas de forma geral, sejam parques urbanos ou áreas afastadas da cidade para respirar ar puro e entrar em contato com a terra. "A gente está no corre-corre do dia, em ambiente urbano, é muito comum a gente até esquecer que existem árvores, animais. Essa reconexão é um alívio, quando se está em uma sombra, água corrente, tudo isso faz muito bem para a mente e para a saúde", alerta.

Além de benefícios para a saúde, a visitação de locais diferentes agrega histórias, de acordo com a coordenadora. "Sempre digo que não tem coisa mais legal do que ter história para contar, se você visitar áreas naturais, além desses ganhos pessoais, você ainda ganha muita história para contar de lugares novos e de experiências diferentes que você viveu", diz.

A visitação de áreas protegidas movimenta a economia do local, já que recursos são deixados pelos turistas para dormir, alimentar-se e contratar serviço de guia, por exemplo. Para quem não dispõe de tempo para viagens, os parques urbanos podem ser uma alternativa para o contato com a natureza, segundo Silva. Perto de Londrina há a zona de amortecimento da Mata dos Godoy, onde é possível fazer trilhas. "Se as pessoas têm um pouquinho mais de tempo para curtir, tem vários outros parques por perto como o Guartelá, em Tibagi, em que há uma série de experiências bem diferentes como andar em cânions, tomar banho de cachoeira e às vezes escaladas até nas propriedades vizinhas."

Isso porque, de acordo com a especialista, "o parque é um atrativo, mas os moradores do entorno também podem ativar esse turismo dentro das suas propriedades". É o que acontece ao redor do Parque Nacional do Iguaçu, na divisa do Paraná com a Argentina, onde é costumeiro que os residentes absorvam os turistas e aproveitem o movimento para desenvolverem os próprios negócios.

Quando se pensa em natureza e em praia, ainda que muitas pessoas não relacionem o Paraná com esses atrativos, "a gente tem um cardápio de experiências", alega Silva. "Perto de Curitiba há cavernas, o Parque Estadual de Campinhos, de Marumbi, tem praias, a Ilha do Mel, Ilha de Superagui, várias cachoeiras e o patrimônio natural e histórico de Vila Velha, em Ponta Grossa."

Vale ressaltar que dentro de cada um desses parques há focos e regras. Silva acredita que o turista deve sempre lembrar da regra de não tirar nada além de fotos nem deixar nada além de pegadas. "É bem importante que as pessoas antes de irem para essas áreas vejam o que é possível de fazer dentro desses locais e case a expectativa com o que é permitido antes de sair de casa, sempre respeitando as normas de cada área protegida."

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