Londrina - Foi com um piquenique em família que a Manuela comemorou seu aniversário de 7 anos no último sábado, no Jardim Botânico, na zona sul de Londrina. "Gosto de fazer piquenique e passear aqui no parque", disse ela, cercada pelos primos, enquanto aguardava os pais e tios servirem os comes e bebes sob a sombra de uma das espécies nativas plantadas na área de preservação. A manhã estava mesmo propícia para um programa que, garantia Manuela, iria durar o dia inteiro. "É a segunda vez que a gente traz as crianças aqui para comemorar o aniversário com um piquenique. É um espaço ótimo para um programa em família, só acho que está demorando muito para terminar a construção da estufa e que poderiam instalar mais lixeiras", afirmou a mãe da menina, Isabel Cristina Boni Polezer.
No Parque Arthur Thomas, mais antiga unidade de conservação mantida pelo Município, o contato mais próximo com animais nativos também é diversão garantida para a criançada. Apaixonada por bichos, Graciele, de 7 anos, se admirava com a esperteza dos quatis. "Eles vivem correndo", disse a menina, que ficou meio intrigada com a preguiça das capivaras recostadas na lagoa. "Elas só ficam lá paradas", observou. A garota estava ansiosa para ver os macacos-pregos. "Ela é apaixonada por animais, fala que quando crescer vai ser veterinária, e aqui pode conhecer de perto algumas espécies", contou a avó, Silvana de Souza. Para o avô, o servidor Roberto Aparecido de Souza, o parque é uma área de lazer agradável, mas precisa de algumas melhorias. "Dá para melhorar. O parquinho mesmo está um pouco judiado", apontou. O casal mora no Conjunto João Paz (zona norte).
Os dois espaços são áreas de lazer em mata nativa fechada com potencial de atrair ainda mais a atenção dos londrinenses se conseguirem superar velhos e novos problemas relacionados à manutenção e estrutura. No Jardim Botânico, a demora na inauguração das estufas é uma realidade. Além disso, faltam mais banheiros e uma área de alimentação para servir os usuários. Soluções que a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos promete implantar, embora esteja ciente de que há entraves burocráticos a ser resolvidos. No Arthur Thomas, os problemas de manutenção são pontuais, segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), e já estão sendo solucionados.
É no parque que o aposentado Antonio Aquino faz suas caminhadas matinais. Ele mora no Jardim Piza (zona sul), vizinho à área, e diz que gosta de se exercitar em contato com a natureza. "Esse parque poderia ser muito mais visitado pelos alunos das escolas públicas, principalmente. Mas parece que etá abandonado", reclama. O mau cheiro provocado pelo vazamento de esgoto na galeria pluvial, atingindo a lagoa das capivaras, é o problema que mais tem incomodado o usuário. "É uma vergonha", disse.
Em sua primeira visita ao Jardim Botânico, no último sábado, o publicitário Fábio Dias contou ter tido a melhor impressão possível. Ele aproveitou para levar os filhos, Heloísa, de 6 anos, e Pedro, de 2. "Me surpreendi com o que vi. É muito mais bonito do que eu imaginava. Falavam que não está bem acabado, mas não imaginava que estivesse tão arrumado", elogiou.

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