Uma comissão formada por 12 pessoas - representantes do movimento pela reabertura da Estrada do Colono, do Ibama e dos órgãos ambientais paranaenses - vai pedir ao Ministério Público uma trégua na batalha judicial em torno do assunto, até a revisão do plano de manejo do Parque Nacional do Iguaçu. Se a proposta for aceita, o movimento promete desocupar o parque e suspender o cascalhamento da estrada durante o tempo que durar a revisão. A proposta foi acertada ontem, no Palácio Iguaçu, em Curitiba, ao final de uma reunião de quatro horas, mediada pelo secretário-chefe da Casa Civil, Rafael Greca.
A intenção do grupo é marcar para a próxima terça-feira uma audiência com o procurador da República junto ao Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, Thompson Flores. A comissão vai pedir ao procurador que não apresente recurso contra a decisão do TRF que suspendeu a liminar que mantinha a Estrada do Colono fechada há quase 11 anos.
Uma vez fechado o acordo, o Ibama também se compromete a retirar a ação de reintegração de posse apresentada quarta-feira na 2ªVara da Justiça Federal em Foz do Iguaçu. O presidente do órgão, Eduardo Martins, disse que, acertado o acordo, a intenção é concluir a revisão do plano de manejo do parque em 90 dias. Segundo ele, as propostas da Associação de Integração Comunitária Pró-Estrada do Colono (Aipopec) serão apreciadas na revisão. ‘‘O Ibama não assume compromisso prévio a respeito da estrada, mas vai considerar todas as propostas’’, afirmou.
O governador Jaime Lerner, que foi chamado para encerrar a reunião e sacramentar o acordo, evitou definir a posição do Estado a respeito da reabertura ou não da estrada. ‘‘Isso vai ser trabalhado na revisão do plano’’, afirmou. O coordenador da Aipopec, Marcos Pagani, comemorou o acordo. ‘‘Pela primeira vez, todas as partes estão juntas nessa história’’, disse.

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