Parque Itaipu fica sem ensino fundamental
Lucinéia Parra
De Maringá
Crianças de 6 e 7 anos são vítimas do sistema de municipalização do ensino, que começou a ser implantado em Maringá este ano. No Parque Itaipu, os alunos do 1º ano do ensino fundamental são obrigados a frequentar a Escola Municipal Oscar Pereira, no Jardim Industrial, que fica a um quilômetro. A distância é um problema para as mães que precisam levar os filhos até a escola e depois ir para o trabalho. Os moradores do Itaipu não se conformam com a mudança no sistema de educação e querem que o ensino fundamental volte a ser oferecido no bairro.
É muito transtorno para as mães ter que levar seus filhos menores em uma escola tão longe antes do trabalha, reclama a presidente da Associação dos Moradores do Parque Itaipu, Maria Viana Soncin. Ela não concorda com o sistema de medição feito pela prefeitura para detectar a distância do bairro em relação a escola que passou a oferecer o ensino fundamental.
Eles mediram apenas a distância entre a escola do Parque Itaipu e a do Jardim Industrial, mas para as pessoas que moram no começo do Itaipu, a distância é muito maior. É mais que dois quilômetros. Para Maria Viana, o mais grave é que o ensino fundamental até a 4ª série deixará de existir no bairro nos próximos anos. Nós temos muitos estudantes aqui e não podemos ficar sem o ensino fundamental, acrescenta. Além disso, ela reclama da falta de segurança no caminho até a Escola Oscar Pereira.
Segundo ela, a única via de ligação entre os dois bairros é a Avenida Maurício Mariane, que não tem acostamento. A avenida é muito perigosa porque o tráfego é intenso e mesmo assim as mães têm que passar por ali para levar seus filhos até a escola do Jardim Industrial, protesta.
De acordo com o diretor da Escola Estadual Parque Itaipu, Wilson Vicençoni, a municipalização do ensino está sendo implantada de forma gradativa e a estimativa é que em três anos o estabelecimento só ofereça aulas de 5ª a 8ª série. Para resolver este problema é preciso o mínimo de sensibilidade porque as crianças que estão no 1º ano não podem ir sozinhas até a escola, e as mães, por sua vez, não podem chegar todos os dias atrasadas em seus serviços. Ele entende que a escola tem que estar localizada próxima do aluno.
A secretária de Educação de Maringá, Mara Sperandio Cremm, reconhece o problema e diz que em conjunto com o Núcleo Regional de Ensino busca uma solução. Estamos estudando uma alternativa, mas ainda não há nada de concreto, adianta. Segundo Mara, a municipalização do ensino vai ocorrer de forma gradativa em todas as escolas de Maringá e o objetivo é realizar as alterações sem causar tantos transtornos à comunidade.
No caso do Parque Itaipu, o problema realmente preocupa e terá que ser sanado já que se trata de crianças pequenas que não podem ir sozinhas para a escola. Ela diz que o município não tem intenção de aproveitar o prédio do estado para garantir o ensino fundamental no bairro. Pela experiência que já temos, é muito desgastante abrigar duas administrações em um mesmo prédio.Alunos do 1º ano são obrigados a frequentar a escola
do Jardim Industrial, a um quilômetro de distância
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