Parque do Iguaçu será revitalizado
Mônica Venson
Especial para a Folha
Arquivo Folha
O Parque Nacional do Iguaçu pretende aplicar, no ano que vem, entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões para melhorar a qualidade e quantidade de visitantes. Os investimentos partirão da iniciativa privada e as obras de melhoria e infra-estrutura devem ficar prontas até o final de 98, de acordo com o Programa de Revitalização do Parque Nacional.
O parque, que tem 180 mil hectares, é a maior área de conservação fora da Amzônia Legal. Representa 50% da reserva florestal do Estado e 1% do território paranaense.
O programa prevê o uso racional do meio ambiente com atividades turísticas que não provoquem grande impacto ambiental.
O principal objetivo é fazer com que os turistas permaneçam mais tempo na região. Hoje o visitante gasta em média quatro horas para visitar as Cataratas. Segundo o diretor do parque, Júlio Gonchorosky, com as novas opções, eles poderão ficar até dois dias em Foz do Iguaçu.
De acordo com o programa, que tem por base a revisão do Plano de Manejo, o número de turistas por dia será controlado para evitar a superlotação do local, que em época de temporada já chegou a receber 14 mil turistas por dia.
Segundo o Ibama, os estudos indicam que o ideal é de 6 mil a 8 mil turistas por dia. Uma das opções é controlar a entrada de pessoas através de visistas programadas. O turista não vai pagar mais por essas opções.
O superintendente do Ibama, Jonel Yurk, diz que o valor pago na entrada não vai ser alterado e os turistas ainda terão uma grande vantagem: o ingresso, que hoje é de R$ 6,00, poderá valer para dois ou três dias.
Entre as principais mudanças estão a construção de Centros de Visitações nas áreas do parque que faz divisa com as cidades da Costa Oeste do Paraná e centros temáticos com atividades interativas, por exemplo trilhas ecológicas no Rio Floriano (último rio preservado no Estado).
Nesses centros, além de admirar a paisagem, as pessoas poderiam ouvir explicações sobre os temas de cada centro.
A proibição da circulação de veículos particulares e de turismo dentro do parque é outra grande alteração.
Para isso, o Ibama desapropriou uma área de aproximadamente 12 hectares que fica próxima a entrada do Parque Nacional do Iguaçu, local onde vai ser construído um grande estacionamento.
Para chegar aos centros de visitação, trilhas ecológicas e até as Cataratas, os turistas poderão escolher como meio de transporte ônibus, bicicletas ou mesmo caminhadas.
Onde hoje é o estacionamento vai ser transformado numa área de piquenique, com restaurantes, bares e lanchonetes.
Todas essas atividades serão administradas pela iniciativa privada por meio de licitações e concessões. As empresas que vencerem as licitações também serão responsáveis pela segurança, postos médicos e fiscalização do Parque.
As empresas irão fiscalizar as atividades turísticas e impedir as clandestinas. O Ibama vai fiscalizar as empresas, comenta Iurk.





