Brasília - A empresa Parmalat foi condenada a pagar uma indenização de R$ 60 mil, mais juros e correção, ao empregado Paulo Pereira, de 38 anos, vítima de racismo no ambiente de trabalho. Pereira foi contratado pela fábrica instalada na cidade de Carazinho (RS) em 1996. Em 2001, depois de quase um ano sendo chamado pelos chefes de termos pejorativos, como ''chimpanzé'' e ''monque'', Pereira ingressou com uma ação trabalhista. Pouco depois, com um quadro de depressão, ele pediu afastamento do cargo de eletricista que ocupava na empresa. A Primeira turma do Tribunal Superior do Trabalho confirmou, por unanimidade, a decisão que já havia sido dada pelas demais instâncias da Justiça. Em nota, a Parmalat afirmou que o evento constituiu-se ''num exemplo isolado, embora lamentável'' e que desde 2000, implantou um Código de Ética, que tem de ser seguido por seus funcionários.

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