São Paulo, 30 (AE) - A Parmalat e a Nestlé divulgaram hoje comunicados refutando as acusações feitas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVS), órgão do Ministério da Saúde, de que suas propagandas de leites especiais eram enganosas. O Ministério da Saúde pretende tirar os anúncios de circulação e pediu, ainda, que os produtos em questão sejam registrados na agência como alimentos funcionais (que promovem outros benefícios à saúde além do seu valor nutricional).
Nos comunicados tanto a Parmalat quanto a Nestlé afirmam que seus produtos estão registrados no Ministério da Agricultura
segundo pede a legislação para alimentos de origem animal. A Parmalat informou que a publicidade do leite Primeiro Crescimento "não induz a qualquer falsa idéia" e os nutrientes contidos no produto "são considerados importantes para o desenvolvimento físico e mental de crianças de 1 a 3 anos". Na questão dos anúncios do leite Ímega 3, a Parmalat informa que as ações desse ácido graxo poliinsaturado (tipo de gordura) são "evidenciadas por inúmeros estudos desenvolvidos pela comunidade científica internacional". Segundo a empresa, o ômega 3 adicionado ao leite ajuda a controlar o nível de triglicérides e colesterol.
A Nestlé informou que o anúncio do Ímega Plus foi desenvolvido com base em estudos científicos. A empresa pretende "disponibilizar ao Ministério da Saúde as informações necessárias para o perfeito esclarecimento da questão". A Parmalat pôs à disposição na Internet todos os estudos científicos nos quais as propagandas foram baseadas (http://www.parmalat.com.br).
As duas empresas reiteraram o compromisso com o consumidor. "Líder mundial na fabricação de leite longa-vida, a Parmalat jamais induziria a erro ou engano os consumidores", afirma. Já a Nestlé explica que sua propaganda "sempre se caracterizou por princípios éticos e de profundo respeito ao consumidor".

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