São Paulo, 16 (AE) - Antônio Aparecido Magalhães, mineiro de Conceição Aparecida, foi chefe de Transportes da prefeitura de Guarulhos, mas se aposentou pelo Serviço Autônomo de água e Esgoto (Saae), onde ingressou em 1975. Bastante conhecido no bairro onde sempre morou em Guarulhos, o Jardim Paraventi, o parlamentar elegeu-se para o terceiro mandato consecutivo em 1996, com 8,2 mil votos. Para o que chamou de "campanha pobre", Magalhães desembolsou R$ 46 mil, quase dez meses do salário de vereador do município, que é de R$ 4,5 mil. "Não viso ao lucro financeiro, meu único objetivo político é representar bem a população", justificou, em uma ocasião em uma entrevista.
Em dezembro de 1997, votou contra a abertura de uma comissão processante para apurar as denúncias de enriquecimento ilícito do então prefeito Néfi Tales (PDT). Questionado sobre sua posição no caso, negava tudo: "Fui contra as atitudes de Tales desde o início".
Benefício - De seus 13 projetos de lei apresentados até o início do ano, 10 "autorizavam" a prefeitura a trabalhar. Ou seja, eram desnecessários e serviam apenas para conseguir benefícios destinados ao seu reduto eleitoral. Destacava como sua principal proposta a canalização do Córrego do Jardim Paraventi, na verdade, uma obra da prefeitura. A atuação do peemedebista no plenário era tímida: pouco falava e não costumava usar a tribuna. Participava de poucas comissões especiais da Casa. Uma delas era a CEI que investiga uma rede de postos de combustível clandestinos que opera na cidade.
Toninho Magalhães empregou duas cunhadas, Denise e Maria Magalhães, com salários de R$ 3,8 mil e R$ 3,1 mil, quando era vereador. O filho, Antônio Magalhães Júnior, trabalha na Presidência da Câmara, com salário de R$ 3,8 mil. Uma falta praticada por Toninho Magalhães como vereador constava na declaração de bens entregue à Câmara em 1997, quando tomou posse. Ele declarou um terreno na Avenida Avelino Machado, mas no local já havia, como ele mesmo admitiu, uma grande construção de três andares. O imóvel, onde ele morava e mantinha seu escritório político, já havia sido omitido da declaração de bens do candidato entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), segundo os registros da 176.ª Zona Eleitoral de Guarulhos. (Guilherme Scarance)

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