Paris, 30 (AE) - As duas catástrofes naturais que atingiram a França nos últimos dias - a destruição provocada por fortes ventos e a poluição de 400 quilômetros de praias na Bretanha - não foram suficientes para que os parisienses interrompessem os preparativos para os festejos da passagem do ano. A festa deve reunir 1,5 milhão de pessoas, nas regiões dos Champs-Elysées e da Torre Eiffel.
A estrutura das 21 rodas gigante, todas elas com um tema diferente, resistiu aos ventos e marés. Elas vão constituir a maior atração da festa, ornamentando a famosa avenida, juntamente com o espetáculo montado em torno da Torre Eiffel, para onde está programada uma queima de fogos.
As rodas gigantes de 20 metros de altura podem resistir a ventos de até 136 quilômetros horários, mas se os ventos atingirem mais de 70 quilômetros, os técnicos devem começar a desmontá-las por segurança.
O único perigo, aparentemente, pode vir do lançamento de garrafas vazias, que se transformou, nos últimos anos, no jogo nacional do dia 31 de dezembro. Oito mil policiais estão mobilizados para conter os mais exaltados.
Temendo a violência, a maior parte dos restaurantes da região decidiu fechar suas portas na noite de amanhã. A circulação de veículos na região dos Champs-Elysées e da Torre Eiffel não será permitida entre 12 horas de sexta-feira e 6 horas de sábado.
Os ônibus também não circularão nesse espaço e o metrô funciona até a 1 hora. Em compensação, até sábado o transporte coletivo será gratuito.
Isso quer dizer que a multidão de 1,5 milhão de pessoas não terá muitas opções. Ou volta para casa antes da 1 hora ou espera as 6 horas, quando o metrô começa a funcionar. Sem isso, a solução será caminhar no frio, entre 0 e 3 graus, segundo as previsões, muito provavelmente debaixo de chuva.
Os que exagerarem no álcool poderão recorrer às três mil pessoas recrutadas pela Cruz Vermelha para a Operação São Bernardo. Os voluntários estarão à disposição para acompanhar as pessoas até suas casas.

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