Curitiba- Terezinha de Jesus Batista, Roseli do Rocio Machado dos Santos e Mônica Gusso, avó e tias da menina D.C.S., sequestrada de um hospital de Santos, há 13 anos, embarcaram na noite de ontem em Curitiba rumo ao litoral paulista. A viagem de aproximadamente seis horas deve levar uma eternidade para as três, que não escondem a ansiedade em, finalmente, poder conhecer a adolescente. Elas se encontram hoje com o Delegacia de Investigações Criminais (DIG), que conduziu o inquérito policial, Gaetano Vergine, e o advogado contratado pela família para acompanhar o processo, Renato Azevedo, que vão acompanhá-las no encontro com D.C.S..
Na última quinta-feira, o resultado de um exame de DNA comprovou que a menor é mesmo a neta e sobrinha desaparecida há 13 anos. O laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo apontou que a probabilidade de parentesco entre a adolescente e os supostos avós maternos é de 98,2%.
A avó Terezinha disse que a notícia da viagem foi repentina, que ela sequer teve tempo de comprar um presente para a neta, preocupação que ficou em segundo lugar diante da expectativa de vê-la. Roseli também se revelou ansiosa até por não saber como ela, a mãe e a irmã seriam recebidas pela adolescente. D.C.S. ainda está sob a guarda da doméstica Silvânia Claurindo Souza, acusada do sequestro, que mora em Guarujá, também no litoral paulista.
O promotor da Infância e Juventude de Guarujá, Osmair Chamma Júnior, não deu detalhes de como está o processo envolvendo a menor D.C.S.. Segundo ele, a ação tramita em segredo de Justiça para não expor a menor. O Juízo de Guarujá já foi comunicado, mas a decisão sobre a guarda da menina ainda dependerá de um ''estudo social''.

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