Parentes permitem que avós vejam Elián
Washington, 25 (AE-AP) - Os parentes do garoto Elián González, de seis anos, concordaram em permitir que ele se reúna com suas avós cubanas quarta-feira (26) em um local neutro, informou o Departamento de Justiça.
"A reunião ocorrerá em horário e local a serem escolhidos pelo Serviço de Imigração", disse a porta-voz do departamento Carole Florman na noite de hoje.
Nesta terça-feira, as avós de Elián obtiveram a primeira vitória judicial sobre os parentes do menor que vivem em Miami. O Serviço de Imigração e Naturalização (INS, pela sigla em inglês) dos Estados Unidos determinou que os tios-avôs que detêm a guarda de Elián deverão levá-lo amanhã a um "local neutro" para que as avós possam vê-lo.
A aceitação dos parentes encerrou um longo dia de negociações marcado pela ordem do INS para que a reunião ocorresse. Na segunda-feira, os tios-avós impediram as avós - que fazem nos EUA desde sexta-feira uma campanha pela repatriação de Elián - de conversar com o garoto em outro lugar que não fosse a casa deles, no bairro de Little Havana, reduto dos anticastristas de Miami.
Raquel Rodríguez e Mariela Quinta, avós paterna e materna de Elián, viajam sob o patrocínio do Conselho Nacional de Igrejas dos EUA e a entidade considerou que a segurança delas estaria em risco naquele bairro.
As duas mulheres reuniram-se hoje com congressistas norte-americanos em Washington. Ontem, deputados conservadores apresentaram um projeto de lei para a concessão de cidadania norte-americana ao menor, numa tentativa de mantê-lo nos Estados Unidos. O presidente Bill Clinton disse hoje que poderá vetar a medida, caso ela seja aprovada.
O INS e a secretária de Justiça, Janet Reno, já se pronunciaram em favor do retorno de Elián a Cuba, para que viva com o pai, mas os parentes da Flórida recorreram contra a repatriação.
O garoto sobreviveu, em novembro último, a um naufrágio que causou a morte da mãe dele, que era separada do pai, e de outros dez cubanos que pretendiam chegar ilegalmente aos EUA. Desde então, tornou-se o centro de uma disputa entre os anticastristas e o governo cubano.





