Parentes dos funcionários desaparecidos que trabalham nas plataformas da Petrobras na Bacia de Campos passaram o dia ontem buscando informações. A empresa está custeando a estada das famílias das pessoas relacionadas como desaparecidas. Os parentes dos trabalhadores que não estão na lista oficial são os mais preocupados.
O diretor-executivo do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, Hélio Guerra, considerou ‘‘satisfatório’’ o atendimento dispensado pela Petrobras às famílias. ‘‘A empresa colocou assistentes sociais à disposição’’, afirmou Guerra. Segundo ele, a estatal permitiu que três diretores do sindicato acompanhassem os desdobramentos do acidente na base da empresa. ‘‘Há muito tempo insistimos para participar da apuração dos acidentes. Já agendamos um encontro com o gerente-geral da Bacia de Campos, Eduardo Belot’’, disse.
A família do operador de produção Sérgio Santos Barbosa, de 41 anos, chegou ontem no Rio, proveniente de Aracaju, com despesas custeadas pela Petrobras. Ele teve 98% do corpo queimado na explosão e seu estado de saúde é ‘‘extremamente grave’’.
Barbosa foi trazido para o Rio de helicóptero e deu entrada às 6 horas no Hospital da Força Aérea do Galeão (HFGA), que tem um dos melhores centros de tratamento de queimados (CTQ) do País. Por volta do meio-dia o HFGA divulgou um boletim. No documento, a tenente médica da Aeronáutica Vania Souza informa que foi necessário utilizar ‘‘manobras de ressuscitação de queimados graves’’ em Barbosa. (Agência Estado)

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