Parentes de vítimas em supostos confrontos pedem apoio ao MP


Viviani Costa - Grupo Folha
Viviani Costa - Grupo Folha

Um grupo formado por dez mulheres se reuniu na manhã desta quarta-feira (13) para pedir o apoio do Ministério Público na apuração de homicídios registrados em supostos confrontos com policiais militares de Londrina e região. Durante o encontro, mães das vítimas relataram constantes ameaças, apontaram possíveis inconsistências em perícias, afirmaram que testemunhas teriam sido assassinadas e desabafaram sobre os dramas familiares após os crimes. “A sociedade precisa acordar para o que está acontecendo. A gente não quer vingança, quer paz”, frisou uma das mães.


O coordenador estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Carlos Enrique Santana, participou da reunião e informou que o movimento contabilizou 35 mortes em supostos confrontos com policiais militares entre janeiro e outubro deste ano. Mais de 80 casos, segundo ele, teriam sido registrados desde a chacina de janeiro de 2016.




“O que a gente quer deixar claro para a sociedade londrinense é que as pessoas que foram vítimas dos agentes de segurança pública são pessoas da comunidade que querem respeito em relação à morte dos seus filhos. Não estamos aqui para criminalizar ninguém. Queremos respeito, queremos investigação e que esses processos sigam os trâmites legais. Há a necessidade de esclarecimento desses fatos. O que a gente quer é que os fatos sejam apurados de forma justa e correta”, ressaltou.


O promotor Thiago de Oliveira Gerardi prestou todos os esclarecimentos aos parentes das vítimas e fez alguns encaminhamentos relacionados aos relatos ouvidos durante as duas horas de reunião. O grupo realizou o primeiro protesto no dia 10 de novembro. Nesta terça-feira, foi formalizada denúncia junto a Corregedoria da Polícia Militar em Londrina. Logo após a formalização, o tenente Emerson Castro, da 4ª Companhia Independente da PM, declarou que há transparência na apuração dos fatos e órgãos como o Instituto de Criminalística, a Polícia Civil e a Corregedoria são acionados logo após o registro das ocorrências. O grupo agendou uma nova reunião para o dia 19 de novembro na Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos.


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