Parentes de policiais fazem protesto
Colombo - Cerca de 50 familiares dos policiais detidos por suspeita de tortura durante as investigações do caso Tayná fizeram ontem um protesto em frente à Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo. Eles cobram uma solução para o caso e criticam a prisão dos investigadores em relação às denúncias de tortura.
Simone Pereira, esposa do delegado Silvan Rodney Pereira, preso na última sexta-feira, afirmou que seu marido não torturou ninguém. "Queremos mostrar a injustiça que estão fazendo com os policiais. Até agora só estão falando na tortura, mas ninguém achou o culpado pela morte da Tayná. Ele (Silvan) não muda nem uma vírgula do que falou, acredita que aqueles rapazes são culpados", disse.
Cleuza Cadoná da Silva, mãe de Tayná, também esteve no protesto. Ela cobra que o caso seja resolvido o mais rápido possível. "Os quatro rapazes são suspeitos, sim. Minha filha sumiu na região onde eles trabalhavam. Não quero que mais um crime fique impune. Do jeito que está não dá para ficar, queremos uma solução", reivindicou.
Cláudio Dalledone Jr, advogado de Silvan Pereira, afirmou que os policiais são inocentes da acusação de tortura e serão colocados na rua em breve. "Confiamos no Poder Judiciário. Estou angariando elementos suficientes, fazendo perícias para instruir uma ordem de habeas corpus para o delegado Silva, e que o benefício se estenda também aos demais policiais", adiantou.
O advogado também criticou a atuação do Gaeco, que, para ele, "trabalhou para se mostrar para a imprensa, botando um monte de gente na cadeia". "O Gaeco só vazou as imagens e os áudios da versão dos marginais para causar furdúncio na imprensa e para prender inocentes, agora o que não os interessa não foi vazado", destacou Dalledone.
O coordenador geral do Gaeco, Leonir Batisti, informou que o órgão e seus promotores, delegados e policiais militares estão convictos e conscientes da responsabilidade deste caso. Ele também reforçou que as investigações sobre a prática de tortura estão para ser concluídas, e que na próxima semana deve ser oferecida denúncia à Justiça.(R.C.J.)





