Curitiba - Apesar de Gabriele ter sido resgatada pela Polícia Civil, os parentes de mulheres internadas no Hospital Evangélico continuam tensos. É o caso da vendedora Maria Lindalva, que não vê a hora de ver sua netinha (recém-nascida) deixando o hospital. ''Eu fui ver minha nora e não vi segurança nenhum em todo o trajeto. A enfermaria está vazia. O risco de sequestro dentro do hospital continua'', afirmou. Lindalva se diz abalada pelas informações que recebeu dentro da enfermaria. Uma colega de quarto da nora dela teria quase sido a vítima do sequestro.
''Ela relatou que a sequestradora entrou na enfermaria onde estava minha nora e ao abrir a porta teria encostado no berço onde estava uma menininha, que só não foi levada porque a mãe se assustou e gritou. Ela ficou apavorada. A sequestradora correu na hora. A moça, que é da Lapa, chegou a reclamar na enfermaria e ninguém tomou providência alguma. Tanto que a mulher conseguiu sair e com outro bebê'', reclamou Lindalva.
A avó coruja pediu para que a nora não deixe ninguém levar a sua neta para qualquer tipo de exame. ''Eu pedi para que ela vá junto em todos os exames. Estou com muito medo e só vou ficar tranquila quando eu ver minha neta saindo pela porta do hospital amanhã (hoje)'', comentou.(L.P.)

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