Miami, 10 (AE-AP) - Psiquiatras indicados pelo governo dos Estados Unidos reuniram-se nesta segunda-feira (10) com parentes de Miami do garoto cubano Elián González, de seis anos, no primeiro passo daquela que a secretária de Justiça Janet Reno chamou de a última etapa necessária para reunir o garoto com seu pai.
Os familiares de Miami deixaram claro seu descontentamento com o fato de os psiquiatras não avaliarem o garoto de seis anos de idade durante encontro no Jackson Memorial Hospital. Eles cogitaram não ir à reunião marcada para as 13h30 locais. Mas depois informaram que compareceriam.
No entanto, às 16h, os dois psiquiatras, um psicólogo e funcionários do Serviço de Imigração e Naturalização (INS, por sua sigla em inglês) dos Estados Unidos ainda esperavam.
A porta-voz do INS, Maria Cardona, disse que a família de Lázaro González, tio-avô de Elián, pediu para que o encontro fosse realizado no Mercy Hospital, em Miami, para que sua filha adoecida, Marisleysis, pudesse participar e porque ele não queria deixá-la só.
A agência acatou o pedido, disse a porta-voz, e a reunião foi iniciada depois das 17h (18h em Brasília).
No fim da tarde, a família ingressou com sua apelação de uma decisão da justiça federal que confirma a decisão da agência de imigração de enviar Elián de volta a Cuba. A apelação foi impetrada pouco minutos antes do prazo final, disse o escrivão Chris Basnett.
Ao mesmo tempo, a corte estadual à qual os parentes de Miami recorreram em sua última tentativa de manter a custódia de Elián esclareceu que as alegações dos familiares tinham pouco mérito legal. A juíza Jennifer D. Bailey não apresentou nenhuma decisão. Em contrapartida, ela ordenou os parentes de Miami a apresentarem um documento amanhã pela manhã explicando o motivo pelo qual ela teria de ouvir o caso.
Ainda hoje, o Departamento de Estado indicou que pode dar vistos para alguns dos 22 cubanos que haviam solicitado ir aos EUA com Juan Miguel para reunir-se com Elián. Entre os 22 estão colegas de escola do menino.

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