Parentes de crianças terão proteção
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sexta-feira, 05 de setembro de 2003
Carlos Mendes<br> Agência Estado 
Belém - As Polícias Federal e Militar do Pará vão garantir a segurança dos parentes das 19 crianças castradas, mortas, sobreviventes ou desaparecidas de Altamira há 13 anos. Antes, durante e depois do julgamento que resultou na condenação de três dos cinco acusados por esses crimes, familiares das vítimas e testemunhas arroladas no processo denunciaram estar sofrendo ameaças anônimas de retaliação.
O pedido de segurança foi formulado por representantes do Ministério da Justiça, da Subprocuradoria-Geral da República e da Comissão Nacional de Direitos Humanos. Após reunião com o secretário de Defesa Social do Pará, Manoel Santino, ficou decidido que os familiares das vítimas terão a proteção diária de policiais seja em suas residências ou no local de trabalho.
Na próxima segunda-feira, o Tribunal do Júri irá julgar outro médico acusado de castração e morte de meninos. Césio Caldas Brandão chegou a ser visto por uma testemunha saindo da mata com um facão nas mãos e um saco plástico contendo um objeto. No local onde ele foi visto, no dia seguinte foi encontrado o corpo de uma criança emasculada e morta.
A ré Valentina de Andrade, líder da seita Lineamento Universal Superior (LUS), continua presa no Centro de Reeducação Feminino. Seus advogados tentam livrá-la da cadeia para que ela fique em liberdade até o próximo dia 22, quando será julgada pela acusação de liderar a matança de meninos em Altamira.
Advogados e juízes paraenses acreditam que Valentina, cuja última façanha foi tentar fugir do País para evitar o julgamento, dificilmente conseguirá obter a liberdade.


