Parente nega medidas adicionais agora
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segunda-feira, 01 de fevereiro de 1999
Por Adriana Fernandes 
Brasília, 31 (AE) - O secretário executivo do ministério da Fazenda, Pedro Parente, informou hoje, em entrevista coletiva, que ainda não há como antecipar se haverá necessidade de adotar medidas adicionais para combater a crise econômica. Ele ressaltou, entretanto, que não faltará, por parte do presidente Fernando Henrique Cardoso e do ministro da Fazenda, Pedro Malan, a determinação de "propor ou adotar, se estiver no alcance do executivo, as medidas que forem necessárias".
Pedro Parente lembrou que o trabalho sobre o novo cenário da economia com a desvalorização do real está apenas começando. "Estamos começando a discutir os possíveis cenários. Se vamos adotar medidas adicionais na área fiscal, isso vai depender da relação dívida-PIB", disse. O secretário reiterou que o governo não permitirá a volta da inflação, garantindo que não serão usados "mecanismos artificiais" para conter a alta de preços. "Vamos atuar apenas nas políticas monetária e fiscal", afirmou.
Pedro Parente frisou ainda que não está sendo discutido com o FMI uma meta de inflação para este ano, mas lembrou que o resultado nominal das contas do governo central depende da inflação. "A inflação sob controle é uma determinação do presidente Fernando Henrique Cardoso e também é importante para o resultado nominal", disse.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda informou que o Banco Central está atento à movimentação da retirada de dinheiro dos bancos ocorrida na sexta-feira para a verificar se houve irregularidade. Ele garantiu que se forem constatados indícios de irregularidades, o BC vai agir. "Não é interesse do governo promover uma caça às bruxas, mas a fiscalização do Bancos Central está atenta", disse.


