Brasília, 3 (AE) - O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente, disse há pouco, ao sair de reunião com a bancada do PSDB na Câmara, que ainda não é o momento de se falar sobre medidas adicionais de ajuste fiscal para garantir a meta de superávit estabelecida no acordo com o FMI. Parente disse que é preciso diminuir a ansiedade e manter a serenidade para que não se repita o episódio da última sexta-feira, que provocou uma corrida de saques nos bancos. "O importante é que a gente não vai surpreender com coisas negativas", disse. "De nenhuma forma vamos dar susto na população", acrescentou.
Segundo Parente, houve uma mudança importante na política macroeconômica e o governo precisa adaptar as outras políticas a essa nova situação. Parente reafirmou a necessidade do País obter apoio da comunidade internacional para reconquistar sua credibilidade.
"A credibilidade é que vai fazer com que a gente regularize os fluxos cambiais", disse. Parente não quis falar sobre a reunião de hoje com a equipe do FMI, que ocorreu no Palácio da Alvorada esta manhã, dizendo que esse assunto está sendo tratado pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Amaury Bier. Ele informou, no entanto, que não está definido o prazo de permanência da equipe no País. Parente reafirmou também o compromisso do governo federal de não renegociar as dívidas dos estados, embora esteja aberto para discutir eventuais compensações. "Não há condições de renegociar", afirmou.

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