Parente: "governo não recuará" apesar de derrota
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quinta-feira, 30 de setembro de 1999
por Rita Tavares 
São Paulo, 1 (AE) - O ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, disse há pouco em café da manhã na APAS, Associação Paulista dos Supermercados, que "o governo não recuará" na cobrança da contribuição dos servidores, apesar da derrota sofrida ontem no STF. Parente afirmou que o governo cogita uma emenda à Constituição que permita fazer a cobrança de forma constitucional. Enquanto isto, segundo o ministro, o governo tomará outras providências (o ministro não disse quais). "Se o governo recuar, o privilégio vai se perpetuar", afirmou Parente. Ele afirmou ainda que "não faltarão coragem e determinação, ainda que sob pena do preço que o governo tenha que pagar", citando a impopularidade como um provável preço. O ministro disse que o impacto fiscal da decisão do STF em 99 é pequeno, mas admitiu que o efeito é "importante" para o ano 2000. E falou ainda que não compete ao governo avaliar juridicamente a decisão do STF, mas afirmou que a decisão dos ministros do Supremo manteve "privilégios injustificáveis". Pedro Parente adiantou que a arrecadação que a Receita deve deverá divulgar para setembro ficará "bem acima" do previsto.


