Brasília, 24 (AE) - O ministro do Orçamento e Gestão, Pedro Parente, afirmou há pouco que está "indignado" por ter sido arrolado na ação de improbidade administrativa ajuizada ontem pelo Ministério Público contra o ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, o presidente do BNDES, Pio Borges, o ex-presidente do BNDES André Lara Resende, entre outros, por supostas irregularidades na privatização da Telebrás. Parente disse estar "absolutamente tranquilo" em relação à sua defesa e que foi tudo feito "rigorosamente dentro das normas". "Meu crime foi ser presidente do Conselho de Administração do Banco do Brasil", disse o ministro. Ele afirmou não ter a menor dúvida de que a ação busca "notoriedade às custas de uma pessoa que está hoje na posição de ministro". Parente disse que o processo de concessão da carta de fiança do BB foi "absolutamente regular", levado pela administração do banco em todos os seus escalões, passando pela agência, superintendência, diretoria, tendo chegado até o conselho de administração, presidido por ele na época. Parente explicou que o conselho de administração do banco aprovou a concessão de limites adicionais à diretoria para conceder fiança a vários competidores, inclusive opositores do banco Opportunity. "Foi uma ação do BB, individual, eu não saí atrás, não pedi a ninguém do BB para fazer aquilo, que chegou ao presidente do conselho de administração e eu tive de consultar os demais conselheiros."

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