Brasília, 06 (AE) - O engenheiro Pedro Parente, que está tomando posse neste momento no cargo de ministro do Orçamento e Gestão, afirmou há pouco, em seu discurso, que, embora os sinais da economia sejam positivos, "não haveria maior erro do que afrouxar agora os cintos e soltar a respiração". Ele disse acreditar que o ápice da crise, no dia 29 de janeiro, na chamada "sexta-feira negra", pessoas inescrupulosas teriam aproveitado as incertezas do mercado para "difundir boatos absurdos e, possivelmente, extrair daí ganhos ilegítimos", mas, com as medidas adotadas pelo governo e pelo Congresso, as autoridades teriam começado a reconquistar a confiança dos investidores.
Parente disse que a confiança, porém, "ainda é uma pequena muda, que precisa ser regada e protegida das intempéries que já a derrotaram em outras oportunidades". Segundo o novo ministro, o principal inimigo da confiança é o déficit público, que não foi vencido e que pode "sufocar o País e impedir o crescimento".

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