Parecia que tinha levado um coice
Quando recebeu a notícia da morte de uma pessoa querida, há quase um mês, a advogada Iracema de Mello Mangoni, de 65 anos, conta que sentiu uma dor tão forte no peito, que ''parecia que tinha levado um coice''. ''Uma dor pesada apareceu, começou a doer meu braço esquerdo, minhas costas'', lembra.
Mesmo com as dores, ela ainda ajudou a família do rapaz, que havia sido vítima de um acidente de trânsito, com os trâmites burocráticos no Instituto Médico Legal (IML) e compareceu ao velório e ao enterro. Mas, à noite, quando chegou em casa, ''não conseguia respirar direito''. ''Uma dor estranha parecia estar me apertando por trás do nariz'', conta. Acordou de madrugada com uma dor intensa no peito: ''parecia que estavam me dando facadas''.
No hospital, recebeu o diagnóstico: síndrome do coração partido. Descobriu que já havia tido um enfarte, meses antes. ''Eu tive fadiga, fraqueza, palpitações, suores frios, mas tinha a falsa sensação de serem sintomas da menopausa'', conta.
''Nós, mulheres, costumamos exagerar no trabalho, seja física ou intelectualmente, e devemos nos prevenir fazendo academia, caminhando, nadando. Fui socorrida a tempo e salva por Deus. Mas não se deve esticar muito a 'corda' de nosso corpo, que ela pode arrebentar, quando menos se espera. O corpo da gente 'fala' e a gente tem que ouvir''.(C.P.)





