Parecer sobre Orçamento fica pendente por falta de quorum
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quinta-feira, 09 de dezembro de 1999
Por Marcus Lopes 
São Paulo, 09 (AE) - A decisão do prefeito Celso Pitta (PTN) em não aumentar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e recuar na margem de remanejamento do Orçamento foram duas perdas políticas na Câmara Municipal, segundo vereadores ouvidos pela reportagem. Hoje, o parecer da Comissão de Finanças e Orçamento para o Orçamento ficou mais uma vez pendente de votação - não atingiu o número mínimo necessário para aprovação ou rejeição. O projeto do IPTU deve passar por duas audiências públicas antes de ser levado a plenário.
Durante a manhã, vereadores da bancada governista reuniram-se com o secretário do Governo Municipal, Carlos Augusto Meinberg. Como não houve acordo, uma nova reunião foi realizada à tarde, no Palácio das Indústrias. "Ele já está antevendo a derrota", disse o presidente da Comissão de Finanças, vereador José Mentor (PT). "Agora falta o último passo, a aprovação do parecer da Comissão, que propõe maior rigidez orçamentária e prioriza as áreas sociais", completou. "É um sinal de que a Câmara é independente e tem de haver diálogo entre o Executivo e o Legislativo", disse o vereador Edivaldo Estima (PPB).
Até hoje, o plenário permanecia indefinido quanto à votação do parecer, que propõe 1% no remanejamento das verbas do Orçamento. Pela terceira vez, a matéria ficou pendente de votação. Uma das explicações é a insatisfação da própria bancada governista com o Orçamento. Vereadores considerados do baixo clero - que possuem pouca influência no Palácio das Indústrias - estão instisfeitos pela falta de verbas destinadas para seus redutos eleitorais. Em troca, paralisam o processo votando pela abstenção nas votações. "O vereador que não tiver uma maré favorável em suas regiões pode tirar o cavalo da chuva no ano que vem", desabafou o vereador Estima. O vice-líder do governo na Câmara, Viviane Ferraz (PL) não acredita em derrota política para o Palácio das Indústrias. "O governo é democrático e isso que está acontecendo demonstra sua vontade em dialogar", argumentou.


